Porto Alegre confirma caso do virus  Mpox
18 de fev de 2026 - 11:33:16

A Vigilância Epidemiológica da capital gaúcha confirmou na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, o primeiro caso de Mpox registrado no ano em Porto Alegre, reacendendo atenção das autoridades de saúde justamente quando a cidade se preparava para o Carnaval. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente diagnosticado é morador de Porto Alegre, mas contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul. Por questões de privacidade e sigilo médico, não foram divulgados detalhes sobre a identidade nem o estado clínico da pessoa afetada. 

Mpox é uma infecção viral causada por um vírus do mesmo grupo da varíola, conhecida popularmente no passado como “varíola dos macacos”. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto com feridas ou lesões na pele, secreções respiratórias e saliva. 

Sinais de alerta e medidas preventivas

A prefeitura emitiu orientações claras à população: nos dias que antecedem e durante o Carnaval, foliões devem observar com atenção qualquer alteração na pele, como bolhas, feridas ou erupções, e buscar atendimento médico imediato em caso de suspeita. 

As autoridades reforçam que, além da observação individual, é fundamental:

•    Evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem sinais suspeitos; 
•    Higienizar as mãos frequentemente, preferencialmente com álcool gel 70 %; 
•    Não compartilhar objetos pessoais como copos, talheres ou toalhas; 
•    Uso de máscara em aglomerações densas pode reduzir risco de transmissão respiratória em situações de proximidade prolongada. 

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e aumento dos linfonodos, seguidos do aparecimento de lesões na pele. O período entre a infecção e o início dos sintomas pode variar de três a 21 dias.

 

O que isso significa para o cenário epidemiológico

Esse registro não configura, por si só, um surto na cidade, mas remanescem sinais de circulação do vírus em 2025 e agora em 2026, o que motiva alerta das autoridades de saúde para manter vigilância ativa. Em 2025, Porto Alegre havia confirmado 11 casos da doença. 

Especialistas ouvidos por veículos nacionais dizem que a detecção de casos importados — quando a infecção ocorre fora da localidade antes do diagnóstico — não deve ser ignorada em momentos de grande mobilização social, como as festas de fevereiro. A chance de transmissão aumenta em ambientes com proximidade física intensa entre pessoas desconhecidas. 

Contexto nacional e internacional

No Brasil, outros estados também seguem notificando casos de Mpox em 2026, e a Organização Mundial da Saúde monitora variantes em circulação em diferentes países. Embora a emergência internacional decretada no auge da onda em 2022-2023 tenha sido suspensa, a vigilância permanece essencial para detectar eventuais mudanças no padrão de transmissão ou na gravidade da doença.