Por: Melquisedeque J. Santos | MTB: 0098469/SP | Vale Jornalismo Online
A nova pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg nesta quarta-feira (25) acendeu um sinal claro no tabuleiro político de 2026: o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.
Segundo o levantamento, Flávio registra 46,3% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de ± 1 ponto percentual, o que caracteriza empate técnico. Ainda assim, o dado político é relevante: pela primeira vez dentro da Atlas, instituto frequentemente apontado como menos favorável ao campo conservador, o senador surge competitivo nesse nível.
Dados da pesquisa
• Instituto: AtlasIntel/Bloomberg
• Período: 19 a 24 de fevereiro
• Amostra: 4.986 eleitores
• Margem de erro: ±1,0 ponto percentual
• Confiança: 95%
• Registro no TSE: BR-07600/2026
• Metodologia: recrutamento digital
A pergunta feita aos entrevistados foi direta:
“Em um eventual segundo turno nas próximas eleições para Presidente da República em 2026, como você votaria no seguinte cenário?”
O que muda no cenário político
Embora tecnicamente seja um empate, o simbolismo pesa. A Atlas é vista por analistas como um instituto metodologicamente rigoroso e historicamente mais resistente a oscilações pró-direita. O fato de Flávio aparecer numericamente à frente reforça a consolidação de seu nome como alternativa viável dentro do campo conservador.
Não é um caso isolado. Institutos como Futura/Apex e Veritá já haviam divulgado levantamentos apontando Flávio competitivo — inclusive liderando em alguns cenários tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Além disso, há expectativa em torno de uma pesquisa do instituto Paraná, mencionada pela revista Veja, que ainda será oficialmente divulgada. Segundo a publicação, o senador também apareceria em posição de liderança.
Empate técnico ou virada política?
Do ponto de vista estatístico, 0,1 ponto percentual não define liderança consolidada. Mas, do ponto de vista político, o movimento indica que:
1. O cenário para 2026 começa a se estruturar com antecedência.
2. Flávio Bolsonaro deixa de ser apenas um nome eventual e passa a integrar o grupo central da disputa.
3. Lula enfrenta um quadro de alta polarização mantida.
A consolidação de pré-candidaturas ainda depende de alianças partidárias, desempenho econômico, cenário internacional e desdobramentos internos do Congresso. Mas a fotografia atual mostra um jogo aberto.
Análise
O levantamento reforça que 2026 tende a repetir um ambiente polarizado. A diferença mínima sugere um eleitorado dividido, com espaço reduzido para terceiros nomes crescerem — ao menos neste momento.
Se mantida essa tendência nos próximos meses, a disputa presidencial deve começar, na prática, muito antes do calendário oficial.
E o dado principal é claro: Flávio Bolsonaro entrou de vez na corrida presidencial.