Por: Melquisedeque J. Santos | MTB: 0098469/SP | Vale Jornalismo Online
Janeiro começou com cara de virada em Iguape — e não é promessa vazia. O Centro Histórico foi escolhido para dar o primeiro passo de um projeto que mira longe: a implantação do projeto piloto de coleta seletiva, iniciativa que busca mudar hábitos, reduzir impactos ambientais e preparar a cidade para um futuro mais sustentável. A ação é da Prefeitura de Iguape, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável.
A campanha educativa tem início na próxima quinta-feira, 15 de janeiro, das 13h às 14h, e acontecerá exclusivamente nas ruas do Centro Histórico — área delimitada em amarelo no mapa oficial da ação. A escolha não é aleatória: o coração histórico da cidade vira laboratório urbano, onde informação, prática e participação popular se encontram. A proposta é clara: orientar a população sobre a separação correta dos resíduos recicláveis, reduzir o volume de lixo enviado aos aterros sanitários e fortalecer uma cultura ambiental responsável no dia a dia.
Durante a mobilização, moradores e comerciantes receberão informações diretas, sem juridiquês nem blá-blá-blá, sobre quais materiais podem ser reciclados, como separá-los corretamente e por que cada atitude individual faz diferença no coletivo. Papel, plástico, metal e vidro entram no jogo — desde que limpos, secos e separados do lixo orgânico. Simples? Sim. Irrelevante? Nem um pouco. A coleta seletiva começa dentro de casa e se reflete na rua, no rio, no mangue, na cidade inteira.
A Prefeitura reforça que o projeto piloto é apenas o começo. A ideia é expandir gradualmente a coleta seletiva para outros bairros do município, a partir da experiência no Centro Histórico. Mas aqui vai a parte que não dá pra terceirizar: sem a participação da população, o sistema não funciona. Respeitar os dias e horários da coleta, colaborar com a limpeza dos espaços públicos e separar corretamente os resíduos são atitudes básicas — quase óbvias — mas ainda desafiadoras.
No fim das contas, a mensagem é direta: coleta seletiva é responsabilidade de todos. Menos lixo em aterros significa menos impacto ambiental, mais preservação dos rios e áreas naturais e mais qualidade de vida para quem vive aqui. A semente foi plantada. Agora, cabe aos moradores do Centro Histórico regar essa ideia e provar que tradição e inovação podem, sim, andar juntas. Iguape agradece — o futuro também.