Por: Melquisedeque J. Santos | MTB: 0098469/SP | Vale Jornalismo Online
A taxa de desemprego no Brasil registrou nova alta e chegou a 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). No trimestre anterior, finalizado em dezembro, o índice era de 5,1%, indicando uma elevação no início do ano.
O percentual representa o maior nível de desemprego desde outubro de 2025, quando a taxa também havia alcançado 5,4%. Ainda assim, o indicador continua sendo o menor já registrado para trimestres encerrados em janeiro desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o cenário mostra melhora no mercado de trabalho. Em janeiro de 2025, a taxa de desemprego era de 6,5%, o que significa que o índice atual ainda está 1,1 ponto percentual abaixo do registrado há um ano.
Mesmo com a leve alta na desocupação, outros indicadores econômicos apresentaram crescimento. A massa de rendimentos em circulação na economia atingiu R$ 370,338 bilhões, estabelecendo um novo recorde histórico.
O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados também alcançou o maior valor já registrado, chegando a R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras Domiciliares do IBGE, o avanço da renda está ligado tanto ao aumento do número de pessoas trabalhando quanto à melhoria na qualidade das vagas disponíveis.
De acordo com a pesquisadora, a expansão de empregos formais com carteira assinada, especialmente no setor privado, tem contribuído diretamente para o crescimento da renda média dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, trabalhadores informais também vêm registrando aumento nos rendimentos.
No comparativo anual, a massa de renda cresceu R$ 25,108 bilhões, o que representa uma alta de 7,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já em relação ao trimestre encerrado em outubro de 2025, o crescimento foi de 2,9%, equivalente a R$ 10,527 bilhões a mais circulando na economia.
Apesar da elevação recente do desemprego, os dados indicam que a economia brasileira ainda mantém níveis relativamente baixos de desocupação quando comparados aos anos anteriores, com avanço gradual da renda e maior presença de empregos formais.