A força-tarefa formada pela Polícia Militar Ambiental, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e equipes do Policiamento Rodoviário e Territorial continua atuando no atendimento às famílias afetadas pelas cheias do Rio Ribeira de Iguape.
Depois dos primeiros dias marcados por resgates emergenciais, a operação passou também a concentrar esforços na distribuição de água, alimentos, materiais de higiene e produtos de limpeza às comunidades que permanecem com dificuldades de acesso.
As ações alcançam principalmente áreas rurais e comunidades quilombolas de municípios como Eldorado, Iguape e Registro. Em vários pontos, o acesso terrestre foi comprometido pelos alagamentos, tornando necessária a utilização de embarcações para levar mantimentos e prestar assistência aos moradores.
Operação do dia 16 mobilizou 22 policiais
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar Ambiental, somente no dia 16 de setembro a operação contou com 22 policiais militares ambientais, sete viaturas e cinco embarcações. As equipes somaram aproximadamente 11 horas de navegação para alcançar localidades de difícil acesso.
Entre as comunidades quilombolas atendidas estão Ivaporunduva, Nhunguara, André Lopes e Batatal. A operação também chegou aos bairros e áreas rurais de Peroupava, Guaviruva, Tiatã, Baissununga, Sapatu, Capão Redondo, Tucum e Santa Bárbara.
Durante os trabalhos foram distribuídos 56 fardos de água potável, 15 cestas básicas, 18 kits de limpeza e sete kits de higiene pessoal, além de leite líquido e em pó, fraldas descartáveis e velas.
A mudança na dinâmica da operação ocorre à medida que diminui a necessidade de resgates emergenciais em alguns pontos e aumenta a demanda pelo abastecimento das famílias que ficaram isoladas ou tiveram suas rotinas comprometidas pela enchente.
Resgates marcaram primeiros dias da emergência
A mobilização começou ainda durante o agravamento das cheias. No dia 14 de setembro, o 3º Batalhão de Polícia Ambiental intensificou as operações de socorro em municípios como Iporanga, Barra do Turvo, Eldorado, Sete Barras, Iguape e Registro.
Naquele dia, segundo o balanço divulgado pelo Policiamento Ambiental, foram utilizadas oito viaturas e cinco embarcações, com aproximadamente 15 horas e meia de navegação.
As equipes realizaram o resgate de 15 pessoas que estavam em áreas de risco, encaminhando-as para locais seguros. Outros 89 moradores receberam atendimento e apoio humanitário. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, acompanhou parte das ações realizadas na região naquele dia.
Comunidades quilombolas entre as áreas afetadas
A cheia atingiu de forma significativa comunidades rurais e quilombolas localizadas próximas ao Rio Ribeira de Iguape. Além dos alagamentos, moradores enfrentaram dificuldades de deslocamento e problemas no acesso a serviços e produtos essenciais.
A situação levou à mobilização de diferentes órgãos públicos e entidades para garantir mantimentos, água e atendimento emergencial às populações atingidas.
O Governo de São Paulo homologou situação de emergência em municípios do Vale do Ribeira afetados pelas chuvas, entre eles Barra do Turvo, Iporanga, Eldorado, Ribeira e Registro.
Mesmo com a redução gradual do nível das águas em determinados pontos, a resposta à enchente entra agora em uma nova etapa: além dos salvamentos, permanece o desafio de garantir abastecimento, recuperar acessos e atender as famílias que sofreram perdas durante a cheia.
A força-tarefa segue mobilizada na região, especialmente nas localidades onde o acesso terrestre ainda apresenta dificuldades.
Fonte das informações operacionais: Polícia Militar Ambiental / 3º Batalhão de Polícia Ambiental (3º BPAmb).